Uma cena de cortar o coração marcou a manhã de segunda-feira (14) em Curitiba. O enterro do guincheiro Aurélio Roger Fleitas, de 63 anos, reuniu familiares, amigos e colegas de profissão em uma homenagem diferente e cheia de significado. Aurélio, morto a tiros no último domingo (12), foi levado ao cemitério sobre o próprio caminhão guincho que usava diariamente no trabalho.
A imagem do caixão sobre o caminhão guincho, seguido por uma carreata de amigos, chamou a atenção de quem passava pela Avenida Comendador Franco. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a escolta do cortejo até o cemitério. “Foi uma homenagem que a gente fez ao nosso amigo, que era um homem trabalhador, parceiro nosso. Pode ter certeza que todo mundo vai sentir a falta dele”, disse Sandro Silva, colega de Aurélio.
Aurélio foi assassinado com cerca de 13 tiros no bairro Fanny. O principal suspeito do crime é o próprio sobrinho da vítima, preso na segunda-feira (13). Segundo a polícia, ele confessou o crime e indicou onde havia escondido a arma, encontrada na casa da avó de sua esposa. A motivação, conforme as investigações, seria uma disputa por herança familiar.
O caso segue sob investigação das autoridades, que buscam esclarecer todos os detalhes do crime. A comunidade do bairro Fanny e os colegas de profissão de Aurélio ainda tentam entender a tragédia e prestam solidariedade à família.

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