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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

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Por dia: quatro mulheres são vítimas de feminicídio e 187 são estupradas no Brasil

Dados são do Mapa Nacional da Violência de Gênero do 1º semestre de 2025

Por dia: quatro mulheres são vítimas de feminicídio e 187 são estupradas no Brasil
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 Brasil registrou 718 feminicídios entre janeiro e junho de 2025, segundo dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, elaborado pelo Observatório da Mulher Contra a Violência, vinculado ao Senado Federal. O número representa uma média de cerca de quatro mulheres assassinadas por dia em razão do gênero no país.

No mesmo período, foram contabilizados 33.999 estupros contra mulheres, o que equivale a aproximadamente 187 casos por dia. Os dados integram uma plataforma que reúne informações públicas e indicadores sobre diferentes formas de violência de gênero, com o objetivo de subsidiar políticas públicas e o debate legislativo.

Especialistas ouvidos em análises sobre o tema destacam que, embora o Brasil conte com leis, como a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e a criminalização específica do feminicídio no Código Penal, a redução efetiva da violência depende da aplicação consistente das leis, do fortalecimento das redes de proteção e da articulação entre órgãos públicos e a sociedade civil. A compreensão do contexto social em que a violência ocorre é apontada como essencial para prevenir novos casos.

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Os números elevados reforçam a importância de campanhas de conscientização, que busca informar a população, estimular denúncias e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de apoio.

Historicamente, o Brasil apresenta altas taxas de violência contra mulheres, com a maioria dos casos de feminicídio ocorrendo dentro de casa, praticados por parceiros ou ex-parceiros. Nesse cenário, o Ligue 180, canal do Governo Federal, segue como uma ferramenta central para denúncias, orientações e encaminhamentos, funcionando de forma gratuita e sigilosa em todo o país.

Você conhece o 'sinal de socorro' para denunciar violência contra mulher?

O gesto, que pode salvar vidas, é simples. Palma da mão esticada e movimentos fechando para esconder o dedo polegar, assim é possível denunciar a violência contra a mulher.

Relembre um caso recente no Brasil 

Morreu na noite de quarta-feira (24) Tainara Souza Santos, de 31 anos. Ela foi agredida, atropelada e arrastada por um quilômetro pelo ex-companheiro Douglas Alves da Silva, no dia 29 de novembro na Marginal Tietê, zona Norte de São Paulo. A confirmação da morte foi publicada pela mãe da jovem nas redes sociais.

Taiana passou por cirurgias e teve que amputar as pernas. A jovem deixou dois filhos, Enzo, de 12 anos, e Kethyllen, de 7 anos. O autor do crime, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, está preso desde 30 de novembro.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública o autor já tinha tido a prisão decretada pela Justiça no último dia 6, quando foi capturado pela Polícia Civil. "Com o óbito da vítima, a natureza do crime já foi atualizada para feminicídio consumado. O caso segue sendo investigado pela pelo 73ª Delegacia de Polícia, informa a pasta.,

Segundo o advogado da família, Tainara estava em frente a um bar na região da Vila Maria, quando o suspeito, Douglas Alves da Silva, se aproximou. O homem iniciou uma briga com outro rapaz que estava junto com a vítima. Na sequência, Douglas entrou em um Volkswagen Golf preto e avançou com o carro contra a vítima, que caiu e ficou presa sob o veículo. Imagens que circulam pela internet mostram a vítima embaixo do veículo sendo arrastada pela Marginal Tietê. As imagens são fortes. Ao ser preso, o homem alegou que queria atingir o acompanhante da mulher.

Tainara foi socorrida com lesões graves, teve as pernas amputadas e foi internada. Nas últimas semanas, passou por ao menos cinco cirurgias após o atropelamento. As primeiras foram realizadas ainda no dia 29, para a amputação das duas pernas.

Dados Mundiais

Um total de 83 mil mulheres e meninas foram mortas em 2024 em todo o mundo, segundo o Femicide Brief 2025, divulgado pela ONU Mulheres e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Do total de vítimas, cerca de 60%, aproximadamente 50 mil, foram assassinadas por parceiros íntimos ou membros da própria família.

Os dados indicam que, em média, uma mulher ou menina é morta por um parceiro ou familiar quase a cada 10 minutos. Em contraste, apenas 11% dos homicídios de homens no mesmo período foram cometidos por parceiros íntimos ou familiares, o que reforça o caráter profundamente desigual e de gênero desse tipo de violência.

Segundo o relatório, o feminicídio raramente é um evento isolado. Ele costuma ser o ponto final de um contínuo de violências, que inclui controle, ameaças, intimidações e assédio.

Casos no Paraná 

Ingrid Karine Saldanha 

Ingrid Karine Saldanha, de 19 anos, foi encontrada morta em um apartamento no bairro Floresta, em Cascavel, Oeste do Paraná. O caso foi no dia 8 de julho de 2023. 

De acordo com as informações, a Polícia Militar foi acionada pelo próprio companheiro da vítima, que relatou que teria matado a mulher durante a manhã. Ele ainda contou que teria a deixado no apartamento e informou o local onde trabalha.

As equipes se mobilizaram até o endereço de trabalho do rapaz, mas, não o encontraram no local. Devido aos fatos, os policias foram até o apartamento no bairro Floresta, onde localizaram a mulher já sem vida no banheiro da residência com uma corda amarrada no pescoço. Ingrid deixou dois filhos. 

Alana Beatriz 

Alana Beatriz, de 28 anos, morreu no dia 3 de julho de 2022, pelo ex-namorado. Ela tinha dois filhos que atualmente estão com a avó. 

A vítima foi, junto do irmão, buscar o filho, acabou discutindo com o homem e foi baleada. 

A jovem morreu aos 28 anos morreu na do dia 3 de julho após ser baleada. Ela faleceu na UPA Veneza em Cascavel, com um tiro na costela.

Na ocasião ainda houve uma briga entre o irmão de Alana e o suspeito. Em seguida, o pai do filho da vítima sacou de uma pistola e atirou contra a mãe da criança.

Com a ajuda de outras pessoas, o familiar conseguiu levar Alana até a UPA Veneza para prestar socorro, porém a vítima não resistiu ao ferimento provocado pela arma de fogo.

Eroni Aparecida Rodrigues 

Eroni Aparecida Rodrigues, de 48 anos, foi morta a facadas pelo companheiro no dia 29 de setembro de 2025. Após o crime, o homem tirou a própria vida. 

No local, socorristas encontraram a vítima com ferimentos na cabeça e no peito, enquanto o homem foi localizado enforcado.

Eles estavam morando juntos há aproximadamente dois meses. O autor tinha passagens pelo setor policial nos estados de São Paulo e Paraná. Ele foi identificado como Valdecir dos Santos de 45 anos.

Segundo o relato da proprietária da casa onde moravam, dias antes do ocorrido, a vítima descobriu que o homem estava conversando com outra pessoa pelo telefone e pediu para que ele fosse embora. Passaram cerca de dois dias e nada de suspeito foi avistado pela mulher. No entanto, no dia seguinte, ela viu o homem parado na área da casa, tentou chamar e nçao houve nenhuma reação, foi quando acionou a polícia.

Jéssica Daiane Cabral de Oliveira

Jéssica Daiane Cabral de Oliveira, de 30 anos, foi morta com seis tiros dentro da própria casa, em Maringá, no Norte do Paraná. O crime aconteceu no dia 22 de dezembro de 2025.

O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, o Guarda Civil Municipal Gerson Rafael Geidelis, de 46 anos. 

Segundo a polícia, o homem arrombou o portão da casa com o próprio carro, invadiu o imóvel e atirou contra Jéssica. A filha da vítima, de 7 anos, estava na casa no momento do crime. Após os disparos, ele fugiu. O carro usado na ação foi apreendido e apresenta marcas da batida no portão. A arma utilizada também foi apreendida e possui identificação da Prefeitura de Maringá.

Dias antes de ser morta, Jéssica enviou áudios a familiares e pessoas próximas nos quais pedia para que o ex-companheiro a deixasse em paz. Em uma das gravações, ela afirmou que não queria mais contato e relatou crises de ansiedade causadas pelas insistências dele. Familiares informaram ainda que, ao longo da semana anterior ao crime, o suspeito enviou áudios com ameaças, inclusive dizendo que mataria Jéssica e um amigo dela.

Três dias antes do assassinato, a vítima tentou registrar uma denúncia por ameaça na Delegacia da Mulher de Maringá. Ela foi até o endereço antigo da unidade e, por causa do trabalho, não conseguiu se deslocar até o novo local para concluir o registro.

Horas depois do feminicídio, Gerson Rafael Geidelis foi localizado e preso pela própria Guarda Municipal, em ação conjunta com a Polícia Civil. Ele confessou o crime, foi autuado em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça. 

Em nota, a Prefeitura de Maringá repudiou de forma veemente o feminicídio de Jéssica e afirmou que o crime é incompatível com os valores do serviço público e da sociedade. O município manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e destacou que o fato de o suspeito possuir porte de arma regular e laudo psicológico válido não reduz a gravidade do crime.

FONTE/CRÉDITOS: Maria Vitória sob supervisão de Alexandra de Oliveira | Catve
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